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Não se firma um Acordo para descumpri-lo e para obstaculizá-lo. Sendo assim, os custos são altos para a legitimidade do governo e põe em dúvida sua vontade de paz, porém são superiores para o povo em vidas, lhe negando um novo futuro.
Esta vontade, em primeiro lugar, deve ser expressada pelo governo na CSIVI que é a instância criada pelo sexto ponto do Acordo de Paz. É bipartite, isto é, tanto o Estado colombiano como a FARC contam com 3 representantes. Estes têm o compromisso de comparecerem às reuniões: as ordinárias a cada 15 dias outras.
No entanto, apesar dos esforços da FARC para manter constantes restas reuniões e que não sejam simplesmente atos burocráticos sem nenhum resultado tangível para o povo colombiano, os delegados do governo não têm a vontade para participar em seus compromissos com a paz da Colômbia.
Em repetidas reuniões se denunciou por meio de comunicados esta situação que complica a implementação integral do Acordo Final e se incrementa a complexidade deste problema enquanto já dura 4 anos sem avanços neste aspecto que põe sombra de dúvida contra o governo e aumenta o perigo para as comunidades, as e os líderes sociais, ex-guerrilheiras e ex-guerrilheiros signatários do Acordo da paz.
A marcha da Peregrinação pela Vida e pela Paz realizada por aproximadamente 2000 [email protected] entre os dias 21 de outubro e 5 de novembro culminou numa reunião com o presidente Iván Duque na Casa de Nariño.
Os porta-vozes assinaram alguns compromissos com o governo nacional, um deles foi uma reunião entre os Porta-vozes, a ministra do Interior e o diretor da Unidade Nacional de Proteção.
Este compromisso adquire mais transcendência se recordamos que, no momento de iniciar a Peregrinação, eram 236 ex-guerrilheiras e ex-guerrilheiros assassinados; hoje são 241, e Luis Ballesteros foi assassinado durante a peregrinação a 4 de novembro.
Apesar disto, a ministra do Interior Alicia Arango, que é representante da CSIVI por parte do governo, não compareceu à reunião programada por esta instância para a quinta-feira depois do encontro com a Peregrinação em Casa de Nariño. Esta falta de vontade se reflete no também representante do governo na CSIVI, Miguel Ceballos, Alto Comissionado para a Paz.
Sem a vontade do governo e do Estado para implementar integralmente o Acordo, não haverá paz nem um futuro melhor para as novas gerações.

Tradução > Joaquim Lisboa Neto